Sair de casa para comer fora tem se tornado uma escolha repensada pelos consumidores brasileiros. Um…

Como construir desejo através dos canais digitais?
Na Academia do Delivery, Vanessa Huguinin, fundadora e diretora de estratégia no Food-se, fez com que o público levantasse o celular a cada slide apresentado. Especialista em branding, Vanessa desmistificou vários termos ao mostrar que a diferenciação da marca importa, e muito!
Para a estrategista digital, é preciso que os empresários percebam cada vez mais que o cliente se conecta e compra por sentimento. “Muita gente não se prepara e só empreender na operação achando que o negócio já vai performar. Mas se esquece que antes vem a marca”, diz.
“Do prato à embalagem, a estética importa. Comemos com os olhos. Para não ser o mais barato, você precisa ser o mais criativo. Branding é sobre isso: ser autêntico para se tornar autoridade“, completa.
Comida é o novo comportamento
Para Vanessa, estamos falando com um público cada vez mais exigente. “As pessoas se preocupam cada vez mais da de onde vem o que comem, quem fez e a saudabilidade do alimento, por isso comida pode ser considerada o novo comportamento”. Se antes essa percepção vinha pela moda, hoje vem pelo estilo de alimentação e restaurantes que as pessoas frequentam. “Comida é assunto em qualquer canto. Hoje você é percebido pelo que come”.
O grand finale ficou por conta de doze dicas para que empreendedores possam construir marcas valiosas. Eis abaixo o ouro de Vanessa Huguinin:
12 ingredientes para o empreendedor construir sua marca, por Vanessa Huguinin
- True telling: a importância de se buscar as verdades da marca, seja ingredientes, seja o time interno, construir um storytelling baseado nas verdades da marca;
- Comfort food: marcas devem dialogar através da emoção. Comida é sensorial, afetivo. Marcas cada vez mais se comunicando com menos marcas e mais sentimentos;
- Smart choice: venda valor, não preço. Trabalhe para que seus clientes te procurem por ser o melhor e não o mais barato;
- Catch the clients: a marca vai atrás do cliente. E isso pode ocorrer dentre diversas inovações: pop up store/eventos/concept truck/catering;
- Persona: estar atento à pluralidade de personas e públicos. É preciso olhar o comportamento. O consumidor envelhece e leva sua marca junto, não tenha medo de inovar;
- Rechear de significados: simplicidade não de simplório, mas de “menos complexo”. Dialogar por sensações e sentimentos;
- Experiências sensoriais: o restaurante The Fat Duck ofereceu uigirm prato acompanhado de um iPod para que os clientes pudessem ouvir o barulho do mar enquanto degustavam os peixes;
- Buzz na cozinha: para gerar buzz, é preciso ser ímpar. Colocar personalidade no prato. Um estilo, algo que o torne diferente, único e seja facilmente reconhecido entre muitos como pertencente àquela mente criadora
- Propósito: 51% dos consumidores brasileiros estão dispostos a pagar mais por uma marca que tenha propósito;
- Ninguém quer café frio: a palavra tendência não existe mais. Tudo muda muito rápido. Os códigos mercadológicos e comportamentos mudam em um piscar de olhos;
- Amigos para inspirar e não marcas para comprar: as marcas estão cada vez mais vivas e humanizadas. Por isso, elas precisam estar presentes e conectadas para serem relevantes em um meio, na mesma lógica de relação entre pessoas;
- Visual content: a categoria de food service é altamente visual. O visual impacta, emociona, sem exigir muito esforço. Se queremos humanizar uma marca, temos que saber como vendê-la de forma visual em cada detalhe da apresentação.
Fonte: https://bareserestaurantes.com.br/
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